terça-feira, 15 de outubro de 2013

ROBERTY BRONWASSER

Por aqui fala-se muito de reciclagem e reutilização, os tempos que atravessamos assim o exigem e também sabemos que essa nova atitude é essencial para a sobrevivência do planeta. Mas isso não quer dizer que não gostemos de coisas novas, acabadinhas de criar, inovadoras. Recentemente descobri as criações do designer holandês Robert Bronwasser que detém a marca Smool.





Reparem na televisão que transforma completamente a ideia que temos de uma caixa preta rectangular. Eu escolho a versão neutra, com o pormenor delicioso do fio azul, mas há modelos mais coloridos que terão a preferência dos incondicionais da cor que eu sei que andam por aqui.
Em segundo lugar adoro a linha de painéis de parede Pillow editada pela Cascando. Também gosto da facilidade com que podemos inspirar-nos nesta ideia e criar as nossas próprias versões DIY em feltro. Vejam:
Publicado por Sofia Pinheiro





segunda-feira, 14 de outubro de 2013

SIMPLES MAIS SIMPLES... NÃO HÁ!

O simples é uma coisa muito complicada. Conseguir fazer algo que pareça naturalmente simples é muito dificil, exige um plano bem definido e uma capacidade notável de desprendimento que nos permita eliminar, sem dó nem piedade, tudo aquilo que não entra no plano inicial. Quem o consegue fazer, tem direito a viver num ambiente tranquilo como o deste apartamento holandês, que parece realmente tão fácil de conseguir. Pois não se iludam... não é! Para começar temos a cor das paredes que até podiam ser brancas... mas não são. São de um suave tom de areia que combina com o chão de madeira clara que parece em bruto. Depois de afagado, a madeira foi submetida a um tratamento branqueador e o acabamento com verniz incolor deixou-o assim... lindo. A esta base clarinha juntaram-se os móveis que podiam ser vulgares, mas também não são. São peças únicas que chamam a atenção, o sofá feito de troncos, as mesinhas de apoio originais e o pouf em tricot tamanho XL.

imagens via

No quarto mantem-se o esquema neutro. Não há cabeceira, não há uma mesa de apoio complicada, mas quem se lembraria de criar aquela composição na parede com contas de madeira... tão "simples"?


Por último a cozinha, com as mesmas madeiras branqueadas e o mesmo tipo de decoração na parede. Quem aqui vive é a dona da loja Sukha que terei de espreitar um dia que volte a Amsterdam!










sexta-feira, 11 de outubro de 2013

IDEIAS À SEXTA: CÓMODA

via
Comprar uma cómoda nova por menos de €25 é um achado. Claro que por este preço não se pode exigir muito da sua aparência, mas ainda assim, é um pequeno móvel de madeira maciça! Resta-nos usar a imaginação e transformá-lo. O pinterest está cheio de ideias originais, mas esta que vos mostro hoje, é das mais conseguidas. Vejam a explicação passo-a-passo aqui. Bom fim-de-semana!

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

ANTES E … DURANTE

Uma das coisas que me dá a garantia de que as pessoas confiam no meu trabalho é quando antigos clientes voltam a chamar-me. Isso já tem acontecido diversas vezes, se  mudam de casa ou acabaram de comprar um apartamento de férias e até para lhes renovar o escritório da empresa. Mas esta foi a primeira vez em que me voltaram a chamar para renovar exactamente a mesma casa. Já vos falei dela aqui. Foi um projecto algo exigente porque a casa tinha sido comprada já pintada de amarelo pelo construtor. Era tudo amarelo, desde os quartos aos corredores, até a despensa. Como é um apartamento de grandes áreas, pintar de novo, com a tinta amarela ainda fresca, era algo que os meus clientes não estavam dispostos a fazer. O meu esforço foi no sentido de equilibrar as coisas, mantendo o amarelo como cor base e através de apontamentos neutros tornar a decoração mais actual. 
ANTES fotografia Sofia Pinheiro



O papel de parede com círculos é um padrão que me agrada e que já usei várias vezes noutras cores pelo que fiquei com alguma pena de o remover mas... o que me pediu agora esta família, finalmente cansada de tanto amarelo foi que usasse branco! E aqui está a enorme sala já em vias de transformação.
Arrastando os móveis para uma nova disposição/fotografia Sofia Pinheiro
O sofá que anteriormente estava forrado num linho beje mesclado foi agora estofado em cinza claro e assumiu uma posição diferente. O módulo da TV Ethnicraft que costumava ter pés, passou a ter rodas. Na parede de fundo, em vez do papel de parede, pintou-se um tom suave de cinza. Sobre o sofá colocaram-se prateleiras RIBBA para molduras. Ainda há muito trabalho pela frente, mas já começa a aparecer um novo ambiente,  aproveitando a maior parte das peças da anterior decoração. Haverá mais imagens em breve!

fotografia Sofia Pinheiro

terça-feira, 8 de outubro de 2013

HOLGER NIELSEN E A VIPP

Ser uma vítima nunca é bom. Ser vítima da moda é péssimo e pode dar resultados desastrosos e ridículos, todos já vimos. Quando a obsessão pelas tendências se transporta para o mundo do design os efeitos podem não ser melhores. No entanto, há uma diferença assinalável entre o obcecado pela moda e um design victim. Este não procura apenas a última tendência, pretende sobretudo acumular todos os clássicos do design, numa atitude de coleccionismo que não tem a ver com gosto pessoal, funcionalidade ou conforto, é outra coisa. Dito isto e criando assim as devidas distâncias desse comportamento, tenho de confessar que há algumas peças que se tornaram clássicas do design moderno e que eu adorava ter um dia. Pela sua qualidade, durabilidade e perfeito desenho de linhas, são tentadoras. Uma dessas peças que ambiciono, nem sequer ficaria na sala, em lugar de destaque. Pelo contrário ficaria arrumada a um canto da cozinha para uso exclusivo da família, sem exibicionismos. Estou a falar do caixote do lixo Vipp .





Claro que pagar quase €300 por um caixote do lixo é algo que não me disponho a fazer, mas... como estou prestes a trocar, outra vez, o meu ferrugento  Knodd, pergunto-me se não valeria a pena o investimento. A história deste ícone do design é interessante: foi criado por Holger Nielsen, um fabricante de mobiliário metálico dinamarquês, para o cabeleireiro da sua mulher, em 1939, mas rápidamente começou a ser solicitado para consultórios de dentista e pequenas oficinas. As suas características de resistência fizeram dele "O caixote do lixo". A marca, que continua nas mãos da família, mantem-se actual, lança anualmente novas colecções e algumas edições especiais. Este ano, em parceria com a concept store Merci, criou um modelo inspirado no seu famoso saco de papel, ou seja, tentação a dobrar...


Saco de papel Merci, criação do estúdio be-poles

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

RED WALL

cena da série Sex and the city (ep. 18, Temporada 3 para ver aqui)
Já vos contei que tenho a mania de dar atenção à decoração, nas partes mais importantes dos filmes. Mas neste caso, não foi preciso distrair-me do enredo, porque esta cena gira à volta daquela chamativa parede vermelha. As personagens dispensam apresentações, o que fazem quando estão com pouca roupa também toda a gente sabe, mas... ao contrário do que podem imaginar os mais esquecidos, desta vez acabaram apenas de tomar um duche, depois de terem caído acidentalmente num lago com patos. E apesar de todo o clima que parece começar a gerar-se, ela acaba por sair, deixando no ar esta frase:
Eu e tu, meu amigo, somos como aquela parede vermelha: é uma boa ideia em teoria... mas de alguma maneira... não resulta!
Concentrando-me no que nos interessa, aqui no blog, tenho de confirmar. Uma parede neste tom de vermelho vivo não resulta. Nunca. Em lugar nenhum. Nem sob qualquer circunstância atenuante. Não é acolhedor. Não é moderno. Não é irreverente. É apenas gritante e cansativo. Esqueçam. Se não têm em casa, dou-vos os parabéns, são pessoas sensatas. Se têm, provavelmente nunca mais voltam aqui :-)
Mas falando agora um pouco mais a sério, uma parede vermelha é algo que só quem percebe mesmo de decoração deve arriscar. Quem sabe, pode até criar ambientes interessantes como este, que goste-se ou não, está bem concebido, teatral. Quem, pelo contrário, não tem as ferramentas de conhecimento suficientes para conjugar todos os elementos que compõem um ambiente verdadeiramente original, deve evitar estas escolhas. É preferível um begezinho, com tons pastel a acompanhar... Aborrecido? Talvez. Mas seguro, eficaz e à prova de erro! 

simulação relâmpago em photoshop (não vale reparar nos defeitos, é só para dar uma ideia, OK?)


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

O OUTONO ESTÁ A CHEGAR!

imagens via Desire to Inspire

Esta casa que escolhi para anunciar a chegada do Outono não agradará a todos, eu sei. A nossa preferência enquanto povo do Sul vai para os ambientes luminosos e solares. Eu própria, que gosto da casa, pela sua coerência decorativa, tenho como garantido que não conseguiria lá viver. Ainda assim, arrisquei a partilha e passo a explicar porquê.

Diverte-me o papel com trompe l'oeil de livros, uma tendência do momento. Depois, agrada-me o diálogo estabelecido entre o ambiente pesadão e as peças de design contemporâneo, cadeiras, sofás, tapetes, escolhidas em tons claros.

A cor das paredes é um verde-cinza que traz sofisticação a qualquer espaço, combina bem com as madeiras escuras e unifica todo o ambiente, quase monocromático.



E finalmente a cozinha, que encontrei no pinterest e que foi a divisão que me despertou a curiosidade para visitar o resto da casa. A cozinha é perfeita! O tampo de mármore, o revestimento das paredes, a torneira antiga, os quadros. Trata-se de um prolongamento da casa e não de um laboratório frio, separado do resto.





















Para recriar este estilo, iluminando ligeiramente a paleta de cores, aqui ficam as nossas sugestões.

imagem CIN