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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

UMA CASA CHEIA DE LUZ

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Há casas que mesmo que as encontre num site japonês, reconheço logo a sua origem. São casas que têm a chancela inconfundível da EL MUEBLE. Algo na forma como os espaços são produzidos para a fotografia, com as mantinhas sempre no mesmo sítio, a toalha sobre o lavatório que dá profundidade ao plano, as cores irrepreensivelmente a condizer. Diz-se que ter estilo é conseguir fazer bem sempre a mesma coisa. Pois neste caso fizeram-no, apesar da repetição exaustiva do violeta nos acessórios me deixar sentimentos misturados. Gosto da cor, mas esta utilização parece-me algo excessiva e monótona. De qualquer forma, adorei a arquitectura da casa e a sua luz, as soluções inteligentes, a unidade cromática dos revestimentos. Ao contrário do que disse para os acessórios, neste caso faz sentido a repetição do verde-cinza, pois cria uma base onde quaisquer variações de acessórios ficarão bem.
Esta seria definitivamente uma das casas para onde me mudava já hoje, e não precisaria de alterar quase nada. Quase...








segunda-feira, 28 de outubro de 2013

NEUTRO MAS NÃO ANÓNIMO

Hoje voltei a escolher uma casa de características aparentemente simples. Resolvi continuar nesta linha porque encontramos este tipo de acabamentos na maior parte das construções mais recentes, são assim a grande maioria das casas que me pedem para decorar, apartamentos a estrear com pavimento em madeira de carvalho, portas na mesma madeira, puxadores de aço, sem frisos nem sancas, nem elementos arquitectónicos interessantes. Arquitectura anónima muito dificil de personalizar sem levantar chão e substituir portas, algo que obviamente ninguém quer fazer quando compra uma casa nova. Neste  apartamento russo o ambiente criado aposta nos neutros e todo o interesse decorativo se baseia na repetição exaustiva dos tons de beje, cinzento, branco, com a única excepção do escritório com sofá azul e almofadas estampadas. Os candeeiros criam impacto... quem precisa de uma cor contrastante quando se tem peças destas a gritar: "olhem para mim"? 

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Depois os textêis: linhos de qualidade, cortinas e estores feitos por medida, nada daquela coisa com argolas e bainha universal que se compra nas lojas baratas e que nunca se adapta convenientemente. Para criar interesse num espaço assim é necessário investir nos detalhes. Claro que faltam os retratos de família, uma peça ou outra com história, mas ainda assim considero este apartamento um bom exemplo de como criar uma base interessante num apartamento anónimo. Eu não me sentiria mal neste espaço tranquilo e tão bem iluminado.






terça-feira, 22 de outubro de 2013

ISTO NÃO É UMA CASA… É UMA COR!

imagens via Remodelista
Ok, isto afinal é uma casa, mas eu explico porque é que está aqui hoje. Pela sua cor, (claro) já o disse aqui milhares de vezes, é de todas a minha preferida, chamem-me aborrecida à vontade. A verdade é que adoro encontrá-la na parte de trás das folhas de oliveira, no mar em certos dias de Inverno, no meu cachecol favorito e também em casa, num e noutro pormenor que transporto comigo sempre. O que eu não sabia é que esta cor, até aqui tão difícil de definir para mim, tinha um nome que lhe assenta na perfeição: French Gray! O cinzento francês que não é cinzento... é verde e que encontramos em Paris nas fachadas das lojas, nas portadas das janelas  e nas cadeiras nos jardins. Claro que esta cor não podia ter outro nome e assim foi muito bem baptizada pela Farrow & Ball e utilizada de uma parede à outra desta renovação de um apartamento em Brooklyn. O apartamento não é um qualquer, situa-se num edifício histórico, 47, Plaza Street, conhecido pelo "Flatiron de Brooklyn" e adoro a forma como a cor unificou o ambiente, que mantem grande parte dos elementos originais. Entrem connosco:







segunda-feira, 14 de outubro de 2013

SIMPLES MAIS SIMPLES... NÃO HÁ!

O simples é uma coisa muito complicada. Conseguir fazer algo que pareça naturalmente simples é muito dificil, exige um plano bem definido e uma capacidade notável de desprendimento que nos permita eliminar, sem dó nem piedade, tudo aquilo que não entra no plano inicial. Quem o consegue fazer, tem direito a viver num ambiente tranquilo como o deste apartamento holandês, que parece realmente tão fácil de conseguir. Pois não se iludam... não é! Para começar temos a cor das paredes que até podiam ser brancas... mas não são. São de um suave tom de areia que combina com o chão de madeira clara que parece em bruto. Depois de afagado, a madeira foi submetida a um tratamento branqueador e o acabamento com verniz incolor deixou-o assim... lindo. A esta base clarinha juntaram-se os móveis que podiam ser vulgares, mas também não são. São peças únicas que chamam a atenção, o sofá feito de troncos, as mesinhas de apoio originais e o pouf em tricot tamanho XL.

imagens via

No quarto mantem-se o esquema neutro. Não há cabeceira, não há uma mesa de apoio complicada, mas quem se lembraria de criar aquela composição na parede com contas de madeira... tão "simples"?


Por último a cozinha, com as mesmas madeiras branqueadas e o mesmo tipo de decoração na parede. Quem aqui vive é a dona da loja Sukha que terei de espreitar um dia que volte a Amsterdam!










segunda-feira, 16 de setembro de 2013

O OUTONO ESTÁ A CHEGAR!

imagens via Desire to Inspire

Esta casa que escolhi para anunciar a chegada do Outono não agradará a todos, eu sei. A nossa preferência enquanto povo do Sul vai para os ambientes luminosos e solares. Eu própria, que gosto da casa, pela sua coerência decorativa, tenho como garantido que não conseguiria lá viver. Ainda assim, arrisquei a partilha e passo a explicar porquê.

Diverte-me o papel com trompe l'oeil de livros, uma tendência do momento. Depois, agrada-me o diálogo estabelecido entre o ambiente pesadão e as peças de design contemporâneo, cadeiras, sofás, tapetes, escolhidas em tons claros.

A cor das paredes é um verde-cinza que traz sofisticação a qualquer espaço, combina bem com as madeiras escuras e unifica todo o ambiente, quase monocromático.



E finalmente a cozinha, que encontrei no pinterest e que foi a divisão que me despertou a curiosidade para visitar o resto da casa. A cozinha é perfeita! O tampo de mármore, o revestimento das paredes, a torneira antiga, os quadros. Trata-se de um prolongamento da casa e não de um laboratório frio, separado do resto.





















Para recriar este estilo, iluminando ligeiramente a paleta de cores, aqui ficam as nossas sugestões.

imagem CIN


segunda-feira, 12 de agosto de 2013

CASA EM NOVA IORQUE

imagens via House to Home
A casa que mostramos hoje fica em Nova Iorque, mas tem a elegância requintada de um apartamento em Paris. As cores são neutras, cinzento claro com apontamentos em rosa-pálido, as peças são recuperadas de épocas clássicas. Na zona de refeições surpreendem as paredes negras mas no quarto voltamos a encontrar os mesmos tons suaves que me encantam especialmente. Há tantas casas em Lisboa que poderiam ficar assim, tantos apartamentos magníficos destruídos diariamente com renovações que os descaracterizam por completo... É mesmo uma pena!









segunda-feira, 29 de julho de 2013

UMA CASA INGLESA

Os ingleses não têm medo de arriscar, basta ver o Elton John, o Mick Jagger ou os chapéus do Royal Ascott. Também as casas inglesas raramente podem ser apelidadas de aborrecidas. Tudo menos isso! Esta que vos mostramos hoje também de "boring" não tem nada. Sobre o fundo branco a cor foi pontuando os ambientes de uma forma descontraída e harmoniosa. Cada quarto é para observar com atenção porque há muitas ideias a recriar. Divirtam-se e boa semana!


imagens light locations 








segunda-feira, 22 de julho de 2013

UMA CASA EM MANHATTAN


Hoje escolhi um apartamento em Manhattan de inspiração escandinava que apesar de tudo julgo que se enquadra bem no gosto português. Pertence a Jill Danyelle e encontrei-o aqui. Há muito branco e muitos tons naturais. Peças de autor, outras mais clássicas, cestos e madeiras, vê-se que foi uma casa mobilada com tempo, juntando isto e aquilo, procurando harmonias, sem medo de juntar peças de diferentes origens e estilos. Não bastou um fim-de-semana numa grande superfície para uma decoração relâmpago e é deste tipo de personalização que se fazem as casas com vida.



sábado, 8 de junho de 2013

CASA DE FÉRIAS


Quando um casal belga se farta do céu cinzento e resolve instalar-se no solarengo sul de Espanha este é o resultado. Uma casa feita de materiais naturais, com uma mistura de estilos a denotar o seu gosto eclético. Ao contrário das casas pessoais e intransmissíveis que temos apresentado ultimamente, de tal maneira espelham a personalidade de quem lá mora, hoje temos um espaço em que todos nos podemos rever. Julgo que não haverá ninguém que não se identifique com um ou outro aspecto deste estilo. Pela minha parte, gosto sobretudo da forma como a cor é trazida apenas pelos acessórios, panos coloridos, toalhas, cerâmicas. Este é um princípio que costumo utilizar nos meus projectos, uma base neutra e apontamentos de cor. Assim tudo fica fácil de actualizar: trocam-se as almofadas e temos uma casa nova!