Mostrar mensagens com a etiqueta consumo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta consumo. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 3 de abril de 2013

O PIOR CEGO É...


O meu primeiro computador foi um Macintosh. Em casa já havia um vanguardista portátil Toshiba mas nunca me interessou aprender a funcionar com ele. Só quando finalmente comprei a minha bolinha azul o mundo dos computadores começou a fazer sentido para mim. Era um mundo bonito, fácil e que funcionava bem, sem os bloqueios e viroses dos outros. Eu não tinha de programar nada só precisava de saber fazer duas coisas: arrastar e largar documentos para dentro de pastas  (o tradicional "drag-and-drop" da Apple era imbatível). Para aceder à internet precisava de ligar por alguns minutos um cabo que fazia um barulhinho engraçado para estabebecer a ligação telefónica. A minha bolinha era mesmo gira e todos os computadores bejes me pareciam horríveis, quadradões e desinteressantes. Só que passado pouco tempo... a bolinha começou a dar problemas. Não era uma questão de avaria, simplesmente os novos programas já não corriam ali. Estava obsoleta, nada a fazer. Tive alguma pena, mas já estava agarradinha à marca e superei o desgosto com as maravilhas tecnológicas seguintes, cada qual mais bonita do que a anterior. Todas para deitar para o lixo tempos depois. Isto parecia estranho, mas nunca me preocupou excessivamente, é assim que funciona a tecnologia, está em constante evolução, justificava-me. De vez em quando ouvia rumores acerca da falta de ética da Apple mas não me apetecia aprofundar a questão. Continuava enamorada, after all these years. Ontem, no entanto, assisti a um documentário na Sic Notícias que incluia o pequeno filme Ipod dirty secret que me obrigou finalmente a ver aquilo que eu não queria. E digo-vos meus amigos, há algo que não é bonito na marca mais cool do planeta. Algo chamado obsolescência programada, que em bom português significa nascer com os dias contados. Não porque tenha de ser assim, mas porque é essa a política da empresa. As baterias não são substituíveis, as novas aplicações não correm em modelos antigos, simplesmente porque foram programadas para não o fazer, os aparelhos estão selados e quase impossíveis de abrir para reparação. Tudo para que a compra do modelo seguinte seja inevitável e o destino do brinquedo actual seja o lixo!
Ainda estou a gerir a minha "desilusão amorosa", não sei bem que atitude tomar. Abandonar a marca está fora de questão, o sr. Windows nunca me foi apresentado e continuo a obter óptimos resultados a "arrastar e largar". Mas de hoje em diante vou andar de olhos abertos e finalmente encarnar a  consumidora consciente que me esqueci de ser! A Apple é uma marca como outra qualquer, não é mais fixe do que as outras, nem mais nossa amiga, pelo contrário. Tem produtos inovadores e boa publicidade, só isso... não merece que lhe entreguemos também o nosso coração.


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

MISTURA DE ESTILOS II

A propósito do post de ontem e do comentário da Margarida aqui fica mais um exemplo de uma mistura de estilos bem conseguida. Noutros tempos as molduras douradas não entrariam neste ambiente contemporâneo, o revestimento da parede não se adequa a um apartamento urbano... mas porque não? O truque está na harmonia das peças, os candeeiros do Tom Dixon pretos e dourados ajudam a integrar todos os elementos e tudo parece funcionar na perfeição. 





via

quinta-feira, 28 de junho de 2012

CONSUMO

O que é que a nossa sociedade de consumo consome mais?
O futuro!

Acabei de ver este cartoon e estou a partilhá-lo porque cada vez mais os tempos que vivemos exigem uma mudança de mentalidades. Integrar isto, em que acredito, na minha actividade profissional, tem sido um desafio! Sou sensível, como qualquer pessoa, às novidades do mercado, gosto de coisas bonitas e não estou disposta a abdicar do aspecto lúdico que uma nova tendência pode trazer para um espaço. E muitas vezes, as pessoas para quem trabalho estão na expectativa de uma renovação total: tudo novo e a brilhar!
Mas... tendo por base, principios de sustentabilidade, tento gerir com bom senso e o mínimo desperdício de recursos.

Estes são alguns dos princípios que procuro seguir:
1) Se algo ainda está em bom estado: aproveita-se, transforma-se e reintegra-se!
2) Moveis vintage, de família ou em segunda mão, são preferíveis a móveis novos massificados
3) Os artesãos locais são um bom recurso para encomendar móveis por medida, confecção de textêis, etc...

Podem acompanhar esta forma de trabalhar, continuando a seguir a renovação dos apartamentos que tenho vindo a publicar aqui. Pode fazer-se uma obra sem gerar toneladas de lixo. Pode renovar-se, mantendo e recuperando. E isso é, sem dúvida, a minha tendência preferida!

quinta-feira, 22 de março de 2012

NECESSÁRIO OU ACESSÓRIO?


Necessário, somente o necessário... o extraordinário é demais, canta o adorável Baloo do filme Livro da Selva que podia ser nomeado mascote deste blog. Concordo e subscrevo inteiramente a sua canção. A maior parte das pessoas vive rodeada de coisas desnecessárias, que nunca utilizará mas que, por um motivo ou outro, não consegue prescindir.
Mas, mantendo a conversa nas casas para não me esticar na filosofia... há um paradoxo que quero assinalar. Aquilo a que chamamos "acessório" pode ser fundamental para um espaço. Por exemplo, depois das alterações sugeridas para esta cozinha, serão os acessórios a transmitir mais algum carácter ao ambiente e não poderão ser considerados prescindíveis. Dentro da paleta de cores sugerida, cinza/azulado+branco-sujo+turquesa é preferível procurar peças antigas ou de materiais de qualidade, fugindo à tentação de entrar na loja de chinês mais próxima e comprar tudo em plástico turquesa. É preferível ir procurar no armário de uma tia mais velhota :-) há tesouros à espreita, de certeza!







domingo, 30 de janeiro de 2011

Seculo XXI - A FORMA SEGUE A EMOÇÃO

A frase de Louis Sullivan "A forma segue a função", ficou famosa no princípio do século passado e tornou-se o lema de toda uma geração de arquitectos e designers. Os chamados funcionalistas criaram os mais belos exemplos de design contemporâneo, intemporais pela sua pureza de linhas, mas também os mais austeros e sisudos. Toda a ornamentação era... CRIME!
Mas como em tudo, sempre que há uma posição muito fundamentalista, a sua oposição é, também ela, demasiado radical... a palavra de ordem dos funcionalistas começou a ser posta em causa e começamos a ouvir recorrentemente uma outra, bem mais simpática (apesar de exagerada...). "A forma segue a emoção".
É óbvio que o bom design continua a ter de "funcionar", ser eficaz, resolver problemas, mas hoje em dia permitimo-nos acrescentar uma côr , um pormenor só porque SIIIM! Somos humanos, o carácter simbólico das imagens, as memórias, as emoções, fazem parte de nós e queremos rodear-nos de peças que reflitam estados de alma e que nos transmitam boas sensações.
Senão vejamos: Preferiam deixar um recado nisto...


ou nisto?


Prender a bicicleta com isto...


ou com isto?


Eu já escolhi... gosto de folhas, o que se há-de fazer?

quinta-feira, 18 de junho de 2009

CONTRAPLACADO




salon et luminaires originauxcoin bureauétagères-niches encastréespenderie chambre d'enfantslits superposés sur mesure

imagens de Workroom
via designsponge e Architectes-paris

Quando começamos a interessar-nos pela protecção do ambiente, ficamos atentos a coisas a que habitualmente não davamos importância. A proveniência das matérias-primas e a sua toxicidade é uma delas. Quando surge a dúvida em relação a algum material, nem sempre há a informação necessária à nossa disposição. Um dos materiais que me agradam pela sua versatilidade e resistência é o contraplacado mas as resinas fenólicas que são utilizadas para colar as chapas de madeira umas às outras emitem vapores tóxicos e não são recicláveis :-(
Tenho afastado sempre uma postura fundamentalista. É impensável sugerir que se volte apenas a utilizar madeira maciça como no passado. Daí que continue a considerar a utilização do contraplacado como um mal menor dadas as suas imensas potencialidades. A durabilidade em oposição ao que é descartável também me parece um factor positivo. A solução está em preferir os fabricantes que detêm as certificações amigas do ambiente. Alternativas começam a surgir como o contraplacado sem formaldeído que eu vou procurar encontrar em Portugal para divulgar no blog. Também gostei de ler aqui que se estão a desenvolver estudos para utilizar certos tipos de fungos que desfazem as moléculas "indestrutiveis" da resina.
Para já, deixo algumas imagens de aplicação deste material ultra-resistente e sugiro uma utilização consciente e responsável.