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segunda-feira, 2 de abril de 2012

FENG SHUI







Da mesma maneira que a cabeceira da cama deve estar sempre protegida e a disposição desta na imagem seguinte, não ser nada aconselhável para uma boa noite de sono, também os espaços de trabalho devem estar protegidos com a energia da Tartaruga.
 

Assim, é preferível proteger as costas, virando a secretária de forma a que quem se senta fique entre esta e a parede. Assim contempla-se também a energia da Fênix, criando um horizonte mais aberto pela frente, que melhora as possibilidades de um bom futuro.


Não sei se é pelas questões energéticas se porque nos sentimos melhor e... PONTO! Mas verifico, por experiência comprovada, que  em todos os meus projectos em que insisto com as pessoas para evitar a disposição das secretárias que estão assim e assim, elas se sentem melhor depois, ficam lá mais tempo, sem levar o computador ao colo para o sofá ou para a mesa da sala, deixando esta finalmente livre de fios e papéis. As crianças e adolescentes começam finalmente a estudar nos quartos, onde nunca ficavam, com uma simples troca de posição da mobília.
Experimentem! É só virar a secretária ao contrário! Trabalhar virado para a parede é... castigo!

IDEIAS E FENG SHUI

Esta era para ser a ideia de sexta, mas... ficou para segunda. Uma estante Lack colocada na vertical, uma barra pintada na parede e aqui temos uma cabeceira de cama original e protectora. De acordo com os chineses, quando dormimos devemos ter protecções energéticas nos quatro lados da cama. Atrás (na cabeceira obrigatória) chamam-lhe a energia da Tartaruga porque representa o tipo de protecção que esta transporta nas costas, com a sua casca. De cada lado, da cama precisamos do Tigre e do Dragão, duas figuras poderosas que são representadas pelas mesas de cabeceira, sempre duas. 
No caso desta imagem a prateleira vertical dá uma protecção extra, ideal se a cama se estiver demasiado perto de uma porta ou janela por onde a energia se possa esvair. 

À frente, aos pés da cama devemos ter a energia da Fênix (pássaro / espírito do vento), ou seja um horizonte ilimitado, evitar as camas com alçados nos pés, roupeiros altos, barreiras de qualquer tipo. Pelo contrário devemos procurar uma representação de uma paisagem de largos horiontes que simbolize as nossas perspectivas de futuro. Só assim o equilíbrio energético ficará assegurado. 

Verdadeiro ou bullshit, deixo ao critério de cada um, mas se pensarmos bem, nunca se vê um chinês a mendigar e conseguem sempre, sempre dar a volta às dificuldades. Li-o pela primeira vez, na adolescência, nos livros da Pearl Buck, estudei-o mais tarde no Feng Shui e a realidade das últimas décadas... comprova-o!

sexta-feira, 29 de maio de 2009

IDEIAS À SEXTA: GRINALDAS DE FILTROS DE CAFÉ


Macaroon garlandGiant garland materials 2Another view paper garland
Giant paper garland

A partir de agora vou sugerir uma ideia de bricolage todas as sextas-feiras para quem quiser aproveitar o fim-de-semana. Começo pela criação de grinaldas decorativas. São uma boa maneira de dar vida instantâneamente, a qualquer recanto esquecido e são fáceis de substituir sempre que necessário.
Do ponto de vista da cultura chinesa, têm um ondular que ajuda a activar a energia que tende a estagnar nos cantos e podem suavizar uma esquina mais cortante e agressiva.
Quanto à sugestão que quero partilhar hoje encontrei-a aqui (via laissez faire) e para além de muito bonita, é uma forma de reutilizar filtros de café usados (!!!), daí a sua cor manchada, que lhe dá muita graça. As caixinhas plissadas para queques também podem ser lavadas e usadas para o mesmo efeito. Fácil, barato e ecológico. Divirtam-se! Bom fim-de-semana!


quarta-feira, 29 de abril de 2009

WABI SABI NA ESCANDINÁVIA







Através deste site, onde apenas entendo as palavras feng shui e wabi sabi, fui encontrar outra página igualmente incompreensivel :-) mas com belas imagens, de ambientes repousantes e dentro do espírito de que falo esta semana. Kvist Vidal.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

CAPITULO 3. SERÁ O WABI SABI O NOVO FENG SHUI?





As imagens são daqui.


Continuo a explorar estas aprendizagens, na procura do meu caminho entre as diversas formas de harmonizar os espaços utilizando os conhecimentos de quem, a Oriente, através do seu modo de vida, teve tempo para pensar nestas coisas e experimentá-las durante séculos. Se o Feng Shui é pragmático e pretende obter resultados concretos (mais dinheiro, melhores relacionamentos, mais saúde...) agindo sobre o espaço, activando pontos de energia, o wabi sabi, ligado à filosofia Zen e Budista procura inversamente criar no ambiente as condições de paz e harmonia para que o ser humano se desprenda dos elementos materiais, vivendo o momento e encontrando beleza nas coisas mais simples. E isto faz todo o sentido para mim! Não será por acaso que o Wabi Sabi começa a chegar agora, neste momento de crise, ao Ocidente.
Vale a pena saber quais são os princípios fundamentais do Wabi Sabi (do livro Pratical Wabi Sabi de Simon Brown):

VIVER O MOMENTO: escapar dos pensamentos desnecessários acerca do passado e do futuro.
SIMPLICIDADE: A maior atenção recai sobre as poucas coisas que são importantes para nós.
VAZIO: Espaço livre para que novas coisas possam entrar na nossa vida.
INTUIÇÃO: Conseguir compreender o que nos rodeia sem racionalizar de forma lógica ou analítica.
BELEZA EFÉMERA. apreciar a beleza que vem e vai.
NATUREZA INCOMPLETA: compreender que a vida é um processo sem um fim ou princípio claros.
ACEITAÇÃO DO IMPERFEITO: adaptação às circunstâncias de mudança e fazer o melhor de cada situação. Receber e amar as pessoas e as coisas tal como elas são.
ASSIMETRIA: libertar-se de arrumar as coisas simétricamente
APRECIAÇÃO: ver o melhor em tudo e todos.
TRANQUILIDADE: Libertar-se de ruído, tralha e distrações desnecessários que nos impedem de encontrar a paz natural.
SER NATURAL: viver perto da natureza e usar materiais naturais. Libertar-se de noções pré-concebidas acerca de design.
DESAPEGO: Libertação de doutrinas, conceitos e crenças
HUMILDADE, MODÉSTIA E AUSTERIDADE: Sermos nós-próprios sem proteger o ego. Viver uma vida despretensiosa e não ostentatória.
TUDO MUDA: Apreciar a noção de que cada dia é novo e diferente, e que o mundo está cheio de variáveis e que nada é estático.

FENG SHUI CAPÍTULO 2: COISAS VELHAS EM CASA, SIM OU NÃO?




Mark and Sally Bailey and their son, Ben

Uma das coisas que me aborrecia no Feng Shui era a ideia de que tudo o que está estragado deve ser imediatamente deitado fora. Troncos de madeira seca, um vaso de barro rachado, tudo isso seria considerado matéria morta e não teria lugar nas nossas casas dado que afectava negativamente o equilíbrio de energias. No entanto, essa perspectiva vai um pouco contra a minha abordagem e andei nessa contradição durante algum tempo. O livro que comprei recentemente, Recycled Home, de Mark and Sally Bailey (na imagem tirada daqui) tem algumas imagens muito bonitas de como é possível tirar partido dos defeitos e encontrar beleza nas texturas de materiais com marcas do tempo e está definitivamente no caminho daquilo que me apetece explorar.
Estava eu nestas conjecturas, quando a aula e o maravilhoso livro do especialista de feng shui Simon Brown, Pratical Wabi Sabi me fez compreender que de acordo com algumas correntes orientais, este tipo de abordagem não só é possível como é, ela própria, uma forma de meditação e contemplação. Um tronco seco retorcido pelo tempo, uma mesa de madeira com diversas camadas de tinta num "decapé" natural criado pelos anos, só são um problema se a mente humana os rotular de "errados". Caso contrário podem ser muito mais interessantes do que uma mesa muito envernizada, novinha em folha.

CAPITULO 1: FENG SHUI E EU!

O modo de vida oriental vem ganhando cada vez mais adeptos no Ocidente. Conceitos como energias positivas, poder da mente, meditação, começam a entrar no vocabulário de quase todos nós. Também o Feng Shui, sendo uma filosofia e um conjunto de práticas milenares que procuram harmonizar energéticamente um determinado espaço, começou a despertar o interesse dos ocidentais. Nos meus projectos como designer , deparo-me por vezes com clientes que, tendo lido alguns livros sobre o assunto, me pedem para ter atenção na colocação de um espelho ou na orientação da cama. Fui por isso "forçada" a procurar informação. Confesso que de todas as práticas orientais era a que me seduzia menos. Como é possível acreditar que se colocarmos um espanta-espíritos no canto X da casa teremos, por exemplo, mais abundância financeira? Como se explica isto? Qual o sentido? Inscrevi-me no melhor curso de Feng Shui do país e dispus-me a aprender uma série de fórmulas para pôr em prática e esperar para ver. O que acontece é que a matéria é tão vasta e complexa, há tantas escolas e correntes diferentes, que ao fim de um ano de estudos, sinto que ainda há muito, muito para aprender. O Feng Shui clássico, mais hermético e purista, necessita do estudo de uma vida para ser praticado com eficácia. Os seus peritos estão frequentemente em desacordo e são responsáveis pelas mensagens contraditórias e confusas que aparecem em muitos livros e que por vezes afastam os menos persistentes. Implica conhecimentos de uma astrologia própria e vai muito mais longe do que a simples arrumação dos móveis numa casa.
Depois há as novas correntes contemporâneas, mais adaptadas ao Ocidente, que são as que mais me interessam e que quero continuar a aprofundar. Um dos especialistas de Feng Shui contemporâneo, Simon Brown, autor consagrado, deu um módulo do curso este mês. Fiquei fascinada pela sua abordagem e comprei alguns dos seus livros. Vou dedicar os posts desta semana a este tema.