As revistas digitais, ou e-magazines continuam a nascer como cogumelos. Os catálogos das melhores marcas têm também agora uma variante digital. Excelentes produções, fotografias, aspecto gráfico, tudo um prazer para a vista. Quem se importa com a ausência do cheiro a papel? Eu não... Já os textos em línguas nórdicas desconhecidas, acho pior :-(
A propósito de cabides de arame, esta também é uma boa ideia natalícia. E o rosa fluo que vai tão bem com os neutros e que ultimamente me apetece... divirtam-se!
Eu sei que parece segunda, mas é sexta... e começou o countdown para o Natal, por isso aqui fica uma ideia. Acho graça às galochas, mas o que eu prefiro é a coroa com ramos de oliveira, tão mediterrânica... Estes devem ser artificiais, mas podemos pegar na ideia e fazer a sério. Costumo usar um cabide de arame para fazer as coroas. Basta arredondá-lo, enrolar o que quisermos e o gancho para pendurar já lá está.
Depois de ainda há pouco tempo ter falado de quartos infantis e de constatar a dificuldade em encontrar imagens exemplificativas originais, eis que deparo no blog da Ana, com este quarto que merece que eu volte ao tema. A cama feita com paletes é absolutamente 3R :-) a mesa de cabeceira é uma cadeira Tolix e... está tudo dito.
Outra das coisas que permite transmitir aquele aspecto de "casa de revista" de que ando a falar é a forma como se dispôem os objectos, sejam eles utilitários ou decorativos.
Acontece muitas vezes haver algum investimento em mobiliário de qualidade e numa nova decoração e depois tudo fica estragado com a disposição errada de peças, sem qualquer nexo.
Não estou a contradizer a mensagem do post anterior, nem estou a aconselhar que se deite fora tudo o que não faz parte da tendência mais recente, mas há técnicas que permitem agrupar os nossos objectos queridos de uma forma mais apelativa e actual. Aqui ficam algumas delas:
Seleccionar os objectos por cores ou de acordo com uma linha temática. Os maiores valorizam os mais pequenos e devem juntar-se, formando pequenas famílias em diálogo. Um objecto pequeno não deverá nunca ficar sózinho, ficará completamente perdido no conjunto. Deve colocar-se um prato, uma caixa ou uma moldura atrás, um objecto maior que o "agarre".
Se os móveis são contemporâneos, dispôr peças antigas pode criar contraste e uma maior personalização.
As simetrias cairam um pouco em desuso, os jogos de alturas, assimétricos, são mais actuais e potencialmente mais interessantes.
Tudo isto são processos um pouco dificeis de explicar, porque são muito intuitivos, mas acredito que também podem ser aprendidos e trabalhados. Requerem tempo, prática e um olhar treinado. Mas uma boa disposição de objectos pode fazer toda a diferença num ambiente. A componente meditativa desta actividade não é de desprezar. Uma hora de concentração pondo e tirando objectos de prateleiras, sem pensar em mais nada, é uma boa terapia para a melancolia de um outono de crise. :-)
Aqui fica também um video da guru do estilo inglesa Kelly Hopen. Embora as peças que ela escolheu para estes exemplos sejam demasiado impessoais para o meu gosto, vale a pena ouvir algumas das suas dicas.